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PostHeaderIcon Espírito ou consumismo natalino

O cristão é chamado a ser luz para os povos, mostrando em tudo que faz sua verdadeira alegria: Jesus Verbo encarnado de Deus

Estamos acostumados a ver o Natal apenas como um encantável menino que sorri (ou chora). E então a única motivação que se pode vir é o retorno à inocência verdadeira da infância. Mas esta infância muitas vezes é confundida com uma transferência de sentimentos ou situações confundidas e marcadas ao longo da nossa história. Ou seja, no Natal, queremos nós muitas vezes voltar a ser crianças, no atraente mundo das compras e gastos, onde a desculpa, ou o culpado, é sempre o famoso “espírito natalino”.

Eu sempre me perguntei, quem é este famoso espírito natalino que sempre enche as lojas, os shopings, os magazines? Como pode alguém se aventurar em mergulhar num “mar de gente”, por exemplo, os grandes centros de uma cidade como São Paulo, na rua 25 de março, nas últimas horas antes da ceia natalina? Realmente ele é muito bondoso, pois sempre dá presente para todos e principalmente para nós mesmos. É ou não é verdade que motivados pelo espírito natalino queremos ficar mais bonitos, mais bem vestidos, mais cheirosos, mais fofinhos, pois queremos comer bem e melhor… e tantas outras coisas, que fazem parte do mundo encantado das crianças.

Voltemos ao presépio de Belém. Ali, muito mais que a falta das coisas materiais, o verdadeiro espírito natalino se fez pobre, para que os pobres pudessem ser ricos. Não neste mundo, mas herdeiros do verdadeiro tesouro que não passa: o Reino dos céus. Com isto eu não estou dizendo que não podemos nos presentear com um natal cheio de coisas belas, mas convidando a conhecer mais profundamente quem é este espírito natalino.

A primeira coisa que posso dizer é que este espírito natalino não está nas lojas, não está nas festas, não está na ceia, não está na roupa nova ou no sapato novo. Então onde está este espírito natalino para que o possamos conhecer?

Com certeza ele está no coração de cada um que reconhece que o natal só terá sentido se for cheio de, primeiramente gratidão por um Deus que, amando tanto a pessoa humana, se fez pessoa. A gratidão nos leva à um segundo sentimento, a partilha. A partilha não é apenas uma troca de presentes feita no popular “amigo secreto”. Mas é um saber presentear. Não com aquilo que o outro quer, mas com aquilo que o outro precisa. Por exemplo, tem tantas pessoas ao nosso lado, às vezes na nossa própria casa, que muito mais que um par de sapatos novos, precisaria de um abraço de reconciliação. Do sentimento que nos leva à partilha, nasce uma postura, aquela da comunhão.

Muitas vezes, no natal temos mais comunhão com as pessoas que estão conosco nas filas gigantescas das grandes lojas, do que com Aquele que realmente nos chama à verdadeira comunhão, que nada mais é que um pertencer a um Outro, e isto experimentamos maravilhosamente na Missa de natal. Esta comunhão com Deus, nos convida à uma comunhão com os irmãos. Que sentido tem dar um monte de presentes frios para todos, se não sou capaz de dar o calor do meu coração aos irmãos?

Com algumas destas pistas podemos buscar conhecer o verdadeiro espírito do natal, que vai muito além do chamado consumismo natalino. O cristão é chamado a ser luz para os povos, mostrando em tudo que faz, sua verdadeira alegria: Jesus Verbo encarnado de Deus

Padre Anderson Marçal Moreira – Comunidade Canção Nova

PostHeaderIcon Tudo depende só de mim.

    “Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
    É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
    Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
    Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
    Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
    Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
    Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
    Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.
    Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
    Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
    O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
    E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
    Tudo depende só de mim.”

Charles Chaplin

PostHeaderIcon Formar consciência crítica

O papel evangelizador da Igreja é despertar as pessoas

Uma das grandes preocupações da Igreja, no seu papel de evangelizar, é despertar nas pessoas, principalmente cristãs, a capacidade de olhar e agir de forma livre e consciente. Nos momentos de decisão, muitos têm sido manipulados, comprados e vendidos, prejudicando a sociedade.

Tendo em vista essa realidade, a Pastoral Fé e Política e as entidades organizadas devem criar espaço de discussão, de debates, de troca de experiências e manifestação de compromisso em âmbito de comunidade. Assim, ajudarão a identificar verdadeiras e autênticas lideranças que poderão ter o apoio de todos.

Na verdade, não podemos continuar como está. Estamos preocupados com os legislativos municipais em toda a região; com o nível de suas autoridades. Elas, em muitos casos, não correspondem à pujança dos municípios. Com isso vemos o privilégio de pessoas e grupos prejudicando a coletividade. Podemos até sentir que os “maus” políticos ficam “abusando” do brio do povo.
Cada dia que passa as coisas ficam piores. O nível, em vez de melhorar, vai caindo vertiginosamente. É lamentável que isso aconteça. Ficamos nos perguntando: onde estão as nossas boas lideranças? Elas não existem mais, ou existem e se escondem na omissão. Elas devem ser acordadas ainda em tempo!

A história passa e urge atitudes concretas de quem está vendo tudo isso. As próximas eleições municipais não demoram a chegar. Será momento de votar de novo. Será que vamos nos deixar levar pelos mesmos erros? É hora de acordar.
A Lei N. 9840, contra a corrupção eleitoral, trouxe alguns relevantes resultados positivos. Pelo menos fez com que candidatos e eleitores agissem com mais cuidado e até diminuindo o nível de corrupção. Apesar dos bons resultados, a Lei não atingiu o auge de seus objetivos. Isso depende da atuação de todos nós.

Agora temos a Lei da Ficha Limpa. É mais um instrumento de ação popular que poderá ser burlada pelas lideranças mal-intencionadas. Mas isso não vai acontecer se deixarmos clara a nossa disposição de fiscalizar. Esse instrumento é mais um dado de esperança do povo no sentido de passar a limpo a identidade dos nossos políticos, cobrando deles autenticidade.
Como temos sentido, a melhoria do processo eleitoral e político depende da ação popular. O povo precisa estudar e discutir política com seriedade, não se deixando manipular no momento de ir às urnas. A consciência livre revela a voz de Deus presente nas pessoas.

Alguns dados são importantes. Entre eles está a formação da consciência crítica, da formação política, que é conseguida por intermédio dos espaços formativos. Consciência tal em que a pessoa não venda a própria liberdade e sua capacidade de decisão.
Por isso são importantes os fóruns de discussão, de estudo e de formação de critérios. Não basta, apenas, esta preocupação. Temos de identificar candidatos em quem realmente podemos confiar. Não só isso, mas também acompanhá-los em sua gestão.
Não estamos em ano eleitoral, mas o trabalho formativo não pode ficar para os últimos momentos. As verdadeiras escolhas devem começar cedo, com bastante antecedência, para assim errarmos menos.

Enfim, não podemos continuar apáticos politicamente. Isso vem acontecendo ultimamente entre nós. Não nos deixemos influenciar por maus políticos. Vamos trabalhar para fazer jus à esperança que ainda nos resta.

Dom Paulo Mendes Peixoto – Bispo de São José do Rio Preto – 01/09/2011 – 08h20

http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12474

PostHeaderIcon Programa Arte em Foco com Ricardo Telles

    O programa Arte em Foco com Ricardo Telles é um programa de artes e idéias e apresentará as diversas vertentes artístico-culturais da cidade de Anápolis e região pondo em evidência seus vários conceitos de diversas tendências culturais.

    Espaço para os artistas e profissionais do cenário artístico-cultural de nossa cidade, discutirem assuntos pertinentes à cultura, seja local, regional ou nacional, podendo até mesmo fazer outras ligações com outros seguimentos como educação, história… 

    O Arte em foco com Ricardo Telles será pautado na valorização dos artistas e seu produto (música, livro, arte cênica, poesia, interpretação, dança…) bem como informações responsáveis a cerca da arte como um todo. 

    O programa será apresentado todos os domingos as 12:00 no canal 5 da NET.

    E será reapresentado:

    Terça as 16:00

    Quinta as 20:30

    Sábado as 16:00

PostHeaderIcon Preparado para dizer: tudo posso!

 

“Tudo posso n’Aquele que me fortalece”. Não é uma frase por acaso, nasceu de um contexto. Aquilo que não cai pela força do tempo é porque está fincado no chão com raízes profundas. “Tudo posso n’Aquele que me fortalece” é uma frase bonita, todos nós teríamos o direito de dizer, mas para que ela aconteça dentro de nós ela precisa ter bastidores, o tempo de preparo.

Por que a Igreja nos pede uma hora de jejum antes da comunhão? Para que nosso corpo se prepare para receber Jesus. O tempo de preparo é importante para o crescimento de uma pessoa.

A destruição do ser humano começa quando colocamos soldados para trabalharem contrário daquilo que nos salva. Deus não tem outro desejo para a humanidade a não ser salvá-la, para que possam dizer: “Tudo posso n’Aquele que me fortalece”.

Não existe possibilidade de ser grande como homem de fé, se não soubermos viver o tempo da espera. O meu “tudo posso” está em conexão com minha atitude, eu acolho para minha carne o desejo de Deus para minha vida.

As forças que lhe enfraquecem, batem à sua porta e são sedutoras. Para estar em Deus é preciso viver o exercício da vontade, e a graça de Deus fortalece a nossa vontade para que possamos dizer “não” ou “sim”.

Não há um ser humano “grande” sem preparo. Chega dessa ilusão de acharmos que chegaremos a algum lugar sem luta. O vício nos humilha, vimos no carnaval uma juventude bonita, mas humilhada. Homens e mulheres jogados pelo chão como se fossem animais, e retirar uma pessoa dessa situação é difícil, mas muitas comunidades, como Bethânia, fazem esse trabalho, mas os traficantes só pensam em ganhar seu dinheiro, ele não está interessado que seu filho seja capaz de dizer não.

Nós nos esquecemos que devemos nos preparar para ser pai, mãe, ter uma boa família, assim como padre se prepara para ser um bom padre. Quando nós temos uma sociedade despreparada o resultado será catastrófico.

“Tudo posso n’Aquele que me fortalece”, essa frase tem que ter o sacrifício nosso de cada dia. Às vezes acho que estamos amortecidos, as coisas ruins estão acontecendo e não fazemos nada. Não podemos fazer nada se Deus estiver fora de nossa vida.

 Não adianta nada você oferecer a regra para quem não quer obedecer, se antes, você não oferece amor. Se o vício nos escraviza precisamos propor o que nos liberta. Quando você descobre que Jesus lhe ensina coisas boas, que não tem nada melhor nessa vida do que saber que Ele te ama e lhe quer bem, você se sente bem.

“Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória” (Colossesenses 3, 1-4).

Quando queremos alguma coisa, nós lutamos. O vício só vai embora, quando queremos ser libertos de verdade. Quer livrar-se da depressão? Queira de verdade, com todos os sacrifícios que te será exigido para se libertar.

Nós muitas vezes queremos um cristianismo light, uma vida light. Não queremos sacrifício, eu tenho medo da religião que nos acomoda. O nosso sacrifício de quaresma tem que estar ligado a algo em nós que precisa de mudança, você sabe aquilo que te aprisiona e não te deixa ir para o céu.

Eu quero alcançar a libertação que eu tenho direito. Ninguém pode lhe tratar como lixo, por isso você tem que ser seletivo daquilo que entra em seu coração.

Onde seus pés estão presos? O que lhe impede de dizer “tudo posso”? Está faltando preparo? Peça a Deus que venha lhe fortalecer para iniciar esse tempo de preparo em sua vida. As vezes, só podemos dizer “tudo posso” se alguém segurar a nossa mão.

http://www.cancaonova.com/portal/canais/eventos/novoeventos/cobertura.php?cod=2406&pre=6415&tit=Preparado%20para%20dizer:%20tudo%20posso!